Lipoaspiração
Lipoplastia, Lipoenxertia, Lipoescultura.
Lipoaspiração é hoje a mais freqüente das cirurgias, sem ela jamais conseguiríamos os resultados atuais, e ela não é mais ou menos perigosa do que qualquer outro procedimento cirúrgico. Ela não pode é ser tratada como cirurgiazinha. Nós a realizamos desde 1981. Quando se realiza uma lipoplastia, o que fazemos é uma mudança de forma corporal. Se a (o) paciente emagrecer ou engordar terá a mesma forma mais magra ou mais gorda. Por isso não solicito aos pacientes mudanças no seu peso. Essa é uma questão própria. Mas será solicitado se o excesso de peso estiver trazendo prejuízos à saúde.
Este é o tratamento oferecido para atenuar/reduzir e moldar as gorduras localizadas. Equilibramos proporções corporais através de aumento ou redução de volumes, transformando o corpo da mulher mais feminino, e o corpo do homem mais masculino. Os termos novos que surgem no meio social, ou na imprensa nada mais são que jogos de publicidade para atrair pacientes aos consultórios. Puramente comerciais.
Existem vários equipamentos e maneiras de realizar esses tratamentos, e existem limites do local a ser tratado Limites biológicos que jamais deverão ser ultrapassados. Eu particularmente trabalho com vibrolipoaspiração e jamais ultrapasso 30% de área corporal, em condições especiais. O comum é se trabalhar com até 20% apenas. O volume de gordura removida não é importante, nem a porcentagem do peso corporal. Estes foram estabelecidos empiricamente pela sociedade americana de cirurgia plástica.
Empirismo significa sem valor cientifico. Pensar em área corporal é cientifico e é utilizado há tempos em tratamento de queimados. A lipoaspiração provoca SIRS no paciente, que é a síndrome da resposta inflamatória sistêmica. Se pequena, em até 30% de área corporal, é perfeitamente controlável pelos próprios mecanismos de homeostase dos pacientes, mais hidratação (soro) e alguns medicamentos simples. A partir daí pode se complicar.